quinta-feira, 12 de maio de 2016

Se não fosse

Se não fosse você, não seria eu
Se não fosse eu, não seria você.

Se não fosse por mim
Por você
Por todos os dias de cansaço
Por ainda haver vontade de ser melhor.

Se não fosse por nós
Nada seria tão completo
Nada seria tão feliz como tem de ser.

Se não fosse
Mas é
Ainda bem que é.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Mesmo quando a boca cala

Mesmo quando a boca cala, é no teu peito onde eu descanso.
No teu colo onde faço ninho.
No teu abraço onde encontro meu lar.

Mesmo quando o mundo nos derruba, reconstruímos.
Sinto tuas mãos na minha cintura.
Ouço tímidas risadas.

Mesmo quando a boca cala.
Mesmo quando não dizemos nada.
Tu e eu, enfim.



segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Ano novo?

Às vezes a vida pesa demais nos ombros. O cansaço dos dias, dos planos, dos sonhos... Tudo o que eu gostaria de viver e realizar e deixo pra trás. "Amanhã eu faço", "Amanhã eu vivo", "Amanhã eu mudo ".

Mais um ano e esse amanhã não chegou ainda. A lista de projetos só cresce, ao passo que minha disposição diminui, o cansaço aumenta... e eu sou vencida outra vez.

2016 tá aí. Estamos no quarto dia do ano. Espero chegar satisfeita ao 366° dia.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O dilema do vestido


Eu sempre fui uma das pessoas mais inseguras que conheço. Do tipo que muda de humor automaticamente se acho que alguém está falando coisas ruins sobre mim, se desafino em público. Se sou repreendida, não consigo mais me concentrar em tentar fazer a coisa certa; se erro uma receita de bolo, logo me acho a pessoa mais incompetente do universo culinário.

É, eu não tenho muita fé em mim mesma. Eu, que me conheço melhor que todo mundo, permito sem muita relutância que digam coisas sobre mim que acabam por determinar quem eu sou daquele momento em diante.

Daí que, dia desses, eu voltei ao que deve ser minha décima quinta tentativa de atingir o peso ideal, o corpo perfeito etc. Precisava comprar um vestido novo, me apaixonei por um, e... não coube em mim. E é claro que eu não ia querer comprar um número uma ou duas vezes maior, pra sair contente da loja. Não, eu queria aquele. Era importante que eu coubesse naquele vestido, por alguma razão que desconheço até hoje. Voltei pra casa triste, deprimida, e, claro, sem o vestido. Dias depois, percebi que queria mudar o meu ~estilo. Sair do básico jeans+malha+rasteirinha. Usar algumas roupas de mocinha crescida. E o dilema do vestido voltou. "Ah, eu queria tanto comprar roupas nesse novo estilo. Mas, poxa, estou perdendo peso e vou perder todas essas roupas muito rápido, não vale a pena. Vou comprar depois." Mas, ora bolas, eu ficava admirando os vestidos bonitos nas vitrines. As calças cáqui, vermelhas.. eu as queria. Aqueles sapatos lustrosos, bonitos, de salto, que combinariam perfeitamente com todas essas peças. E eu estava adiando tudo aquilo, algo que eu queria, por algum motivo idiota. 

Contei a minha história triste a um velho sábio que eu conheço, ao que ele prontamente respondeu: E daí se você perder a calça daqui a seis meses? Você pode apertá-la. E, se não puder, me dê pelo menos uma razão pra passar seis meses sem usar uma roupa que você quer por um motivo que você mesma desconhece.

Esse velho sábio ainda acha que tudo é Insignificativo..

terça-feira, 20 de outubro de 2015

where your heart is set in stone

Faz de mim a tua casa, faz. Joga o relógio fora, deita no meu colo, deixa que eu te faço um cafuné. Preenche a minha falta, me pressiona até os ossos.
Eu posso contar as curvas dos seus olhos, redesenhar cada uma delas. Posso dizer exatamente quantos centímetros tem o seu sorriso ao me ver chegar e a inclinação dos seus lábios a cada partida.
Você não é só um menino. Eu não sou só uma garota. Somos presente, futuro. Somos apenas nós na contramão.
Faz de mim a tua casa, faz... porque já fiz de você a minha.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Muitos dias

Em qualquer situação, o seu cheiro faz com que eu me sinta em casa. Essa sensação de pertencimento que não é posse, mas que funciona como aconchego.

Hoje, não quero dizer que te amo. Tampouco você vai bater na minha porta, num surto de paixão, e gritar as três palavras de que os casais tanto gostam.

Mas vou amassar batata com carne pra você comer quando o aparelho estiver machucando sua boca. Vou oferecer o meu colo e meu cafuné quando você estiver cansado e só quiser dormir. Vou te acordar pra você não chegar atrasado no trabalho. Vou tirar a azeitona da sua comida, pra você não ser pego de surpresa.

Em vez de te dizer as três palavras, eu vou estar com você, todos os dias, e elas não serão necessárias.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

30.09

Ele é meu suspiro tranquilo
Minha risada leve
Meus olhos fechados de calma
Um abraço que sempre me espera
Ele é meu
E eu sou dele.